Agosto Verde – porque se preocupar com a Leishmaniose

Atualizado: Ago 16

Doença, se não tratada, pode ser fatal em até 95% dos casos.




Se você convive com cães, provavelmente já ouviu falar de algum que acabou morrendo por conta da Leishmaniose. A doença, que também é conhecida como calazar (ou Leishmaniose viseral, existe também a Leishmaniose cutânea), é uma zoonose – atinge os animais e os humanos.

Um cachorro se infecta de leishmaniose através da picada do mosquito-palha (também é conhecido como birigui), presente em regiões quentes e úmidas. O mosquito é da família das moscas, mas pequeno como uma pulga.

Ele se alimenta de matéria orgânica em decomposição, como folhas, frutos, lixo orgânico e fezes de animais.

Depois de picado pelo mosquito, o cãozinho se torna um reservatório do protozoário Leishmania.

Se um mosquito picar aquele cachorro novamente e depois um humano, a doença poderá ser transmitida também para o homem.

Agosto verde

Todo mês de agosto é tempo de falar mais sobre a Leishmaniose, que não tem cura e pode colocar a vida do cão em risco.

É a campanha do Agosto Verde, que alerta sobre os perigos da doença, como fazer a prevenção e cuidados em caso de contaminação do animal.

Sinais clínicos da leishmaniose

É comum que os cães infectados não apresentem nenhum sintoma. Só um exame específico poderá revelar se o animal está ou não com a doença.

Em alguns casos os sintomas aparecem. São eles:

  • Enfraquecimento do pelo;

  • Ferida no focinho, orelhas e região dos olhos;

  • Apatia;

  • Crescimento anormal das unhas;

  • Perda de peso, emagrecimento progressivo e anorexia;

  • Aumento do volume abdominal;

  • Perda de movimento do membro traseiro na visceral.

A leishmaniose tem um diagnóstico difícil. A forma mais comum é pela sorologia – procurando a reação do organismo à presença do anticorpo – e a citologia, que rastreia o próprio parasita.


Tratamento dos cães

Atualmente apenas um remédio é liberado para o tratamento da leishmaniose canina.

Além do medicamento, é importante cuidar dos problemas pontuais do cão, como as feridas de pele e perda de peso.

Prevenção da leishmaniose

Atualmente existe vacina para a leishmaniose. Ela deve ser tomada em 3 doses com intervalo de 21 dias. O reforço anual deve ser feito a partir da data da primeira imunização.

Especialistas alertam, no entanto, para a necessidade de controlar o mosquito e a transmissão do protozoário – com a higiene dos ambientes e uso de repelentes nos animais e também no uso de telas para mosquito em janelas nas casas.

Brasil ainda é um dos 6 países com mais diagnósticos de leishmaniose visceral a cada ano. 90% dos casos da Leishmaniose Visceral Canina na América Latina acontecem no Brasil.


Fonte: https://doctor.vet.br/agosto-verde-porque-se-preocupar-com-a-leishmaniose/

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